Desde 1989 o líder do 1º turno venceu os sete 2ºs turnos presidenciais. Esta página pega o mesmo motor da Ótica A e troca, uma a uma, as premissas pela ponta mais favorável a Lula que a evidência sustenta: viradas em governos e no exterior, viés de pesquisa só de 2º turno, o pool da terceira via que sobrou na urna, o prêmio do incumbente medido em 2014 e 2022, rejeição, máquina e geografia. Cada troca com fonte. Cada efeito medido.
A Ótica A (Flávio favorito) e a Ótica B (Lula favorito) rodam o mesmo Monte Carlo de 200 mil cenários. O que muda são seis premissas, cada uma trocada pela leitura mais favorável a Lula que algum dado publicado sustenta. Trocar uma de cada vez é o que separa análise de torcida.
P(Flávio). Viés histórico misturando 1º e 2º turnos, segunda opção média de Quaest e Datafolha, comparecimento neutro, estrutural presidencial com n = 7.
P(Lula). Viés só de 2ºs turnos, leitura favorável da segunda opção, pool restante ajustado pela seleção das últimas 48 h, prêmio do incumbente, estrutural de governadores e classe de referência de viradas.
—
Como ler. Cada linha é uma premissa; a coluna "só com esta" diz quanto a probabilidade de Lula muda se apenas aquela premissa for trocada, mantendo todo o resto como na Ótica A. A coluna "acumulado" soma as trocas na ordem da tabela. Premissas interagem: a seleção do pool restante vale mais quando o prêmio do incumbente já está dentro, por exemplo. Por isso o total não é a soma das partes.
O que esta página não faz. Não inventa pesquisa, não zera o viés por conveniência e não assume transferência que nenhum instituto mediu. Onde a leitura favorável a Lula é estimativa do autor (comparecimento, seleção), o parâmetro está nomeado, o intervalo de sensibilidade está desenhado e a Ótica A tem direito de resposta no fim de cada seção.
Kahneman e Lovallo (1993) chamam isso de "visão de fora": antes de raciocinar sobre o caso, pergunte à classe de referência. A classe "2º turno presidencial brasileiro" tem sete casos e nenhum líder com margem abaixo de 5,2 pp. A classe "2º turno majoritário com dois candidatos no Brasil" tem mais de cem.

O número. Nos — segundos turnos de governador desde 1994, o segundo colocado do 1º turno venceu — vezes (—). Quando a margem do líder foi menor que 3 pontos, foram — viradas em — casos (—; Laplace —). A logística ajustada em toda a base, avaliada na margem de 2026 (—), dá — de probabilidade de virada. É esse número que entra como modelo D, com peso 20%, na Ótica B.
O caso análogo. Em 2026 o líder do 1º turno é o desafiante e o segundo é o presidente. Na base de governadores, quando o líder do 1º turno não era o incumbente, a taxa de virada foi — (n = —); com margem abaixo de 5 pp, —.
Capitais e exterior. Em capitais (2000–2024), — de viradas em — casos; abaixo de 3 pp, —. Em presidenciais com 2º turno no exterior desde 2000, — viradas em — (—); abaixo de 3 pp, —. Chile 2021, Argentina 2023, Peru 2016, Equador 2021 e 2023, Áustria 2016, Polônia e Romênia 2025: a tabela ao lado lista cada uma com fonte.
O modelo estrutural com n grande. A Ótica A regride a margem do 2º turno sobre a do 1º com sete presidenciais (R² 0,12). Com — segundos turnos de governador, a mesma regressão dá inclinação —, R² —, resíduo — pp, previsão para 2026 de — e — de probabilidade de Lula. Entra como modelo C na Ótica B.
O que a Ótica A diria. Governador não é presidente: o 2º turno presidencial tem polarização nacional consolidada, menos voto de ocasião e dois candidatos conhecidos por 100% do eleitorado, o que reduz a volatilidade entre os turnos. E o pool de 2026 é majoritariamente de direita, diferente da média dos casos estaduais. A resposta da Ótica B: por isso a classe de referência pesa 20%, não 100%, e o pool entra em separado na seção 03.
Viradas presidenciais no exterior desde 2000 entram quando a base viradas_internacional.csv estiver carregada. |
data/lula/viradas_governador.csv. Margem = diferença entre os dois primeiros sobre a soma dos dois (mesma régua usada para 2026).Mesma base e mesma convenção da Ótica A (erro = spread da pesquisa − spread da urna, direita − esquerda). A diferença: aqui entram só as linhas de 2º turno, um ponto por eleição, pesos iguais. A Ótica A mistura os 1ºs turnos e dá ao 1º turno de 2026 peso 0,75, o que puxa o prior para —.

Por que o 1º turno não serve de prior para o 2º. Em 04/10, os institutos acertaram Lula (45 x 45,16) e erraram Flávio em 3 a 5 pontos. O erro não foi eleitor escondido de Flávio: foi a terceira via medida em 10,5 pontos (Datafolha e Quaest de 03/10) e apurada em 7,7. Dois a três pontos migraram para Flávio nas últimas 48 horas por voto útil (Cox, 1997; Fujiwara, 2011). Num 2º turno de dois nomes, não existe para onde migrar: o mecanismo que gerou o erro de 1º turno desaparece.
O que resta. Nos 2ºs turnos, as pesquisas subestimaram Dilma em 2010 (+2,1), subestimaram Aécio em 2014 (−1,0), subestimaram Haddad em 2018 (+3,1, puxado por Paraná Pesquisas, FSB e Ipespe) e subestimaram Bolsonaro em 2022 (−2,3). Média —, desvio —. Sinal alternado: não há viés sistemático contra a direita no 2º turno. Prior da Ótica B: viés centrado em —.
O que a Ótica A diria. Restringindo às grandes casas (Datafolha, Ibope/Ipec, Quaest), a média dos 2ºs turnos vira —: subestimação da direita, ainda que menor que no 1º turno. E 2022 é o caso mais recente e mais parecido (Lula x Bolsonaro, direita subestimada em 2,3). A Ótica B responde com o gráfico de sensibilidade: a probabilidade de Lula cai, mas não some, quando o viés assumido vai de — até o valor da Ótica A.
data/lula/pesquisas_2t_pos1t.csv. Agenda conhecida: Datafolha e PoderData em 08/10, AtlasIntel em 09/10. Cada pesquisa nova entra aqui, no consenso da seção 01 da Ótica A e no diário bayesiano abaixo.Mesma mecânica da seção 04 da Ótica A: cada pesquisa entra como verossimilhança com erro amostral mais dispersão entre casas (1,5 pp); o viés compartilhado entra uma única vez no fim e não encolhe com mais pesquisas. O que muda: o prior é a regressão de governadores (não a presidencial com n = 7) e o viés é o de 2º turno. Posterior hoje: spread esperado — ± —, P(Lula) = —.
Três ajustes, todos com conta aberta: (1) a leitura publicada mais favorável a Lula por eleitorado; (2) a seleção do pool restante; (3) o resíduo do incumbente medido em 2014 e 2022. A Ótica A usa a média Quaest/Datafolha, sem seleção e sem prêmio.

1. A leitura favorável. Para cada eleitorado, a Ótica B usa a medição publicada (campo a partir de 29/09) com o maior saldo para Lula: Cury pela Quaest (34 Flávio, 23 Lula, 43 branco/nulo/não sabe), Renan Santos e Caiado pelo Datafolha (54/28 e 46/30). Não é a leitura média; é a ponta publicada. A tabela completa de leituras está abaixo.
2. A seleção. Datafolha e Quaest de 03/10 mediam Cury em 3, Renan em 3, Caiado em 3,5 e Zema em 1 ponto dos válidos: 10,5. A urna deu 7,7. Lula foi medido certo, Flávio subiu 3 a 5. Logo, quem saiu do pool nas últimas 48 horas era eleitor de "segunda opção Flávio" votando útil. Se três quartos dos que saíram eram esse eleitor (ρ = —), a parcela de Flávio no pool restante cai, e a de Lula sobe, como mostra a tabela "Medido x urna". ρ = 1 é o extremo; o gráfico de sensibilidade desenha o intervalo inteiro.
3. O prêmio do incumbente. Em 2022, a segunda opção do início do 2º turno (Datafolha 05–07/10) previa para Bolsonaro cerca de metade do pool de Tebet e Ciro entre os decididos; ele levou 70,5% do pool líquido (5,90 dos 8,37 pontos). Em 2014, Marina dava 29% a Dilma; Dilma levou 40%. O resíduo pró-incumbente foi de — do pool, em média. Aplicado ao pool de 2026 (7,81 pp), vale — de spread a favor de Lula, o incumbente de 2026. Teto de prudência: 3 pp.
Resultado do modelo de transferência da Ótica B. Spread esperado — (intervalo de 90% de — a —), contra — na Ótica A. P(Lula) só neste modelo: —.
Entra com precedente_segunda_opcao_2014_2022.csv e crescimento_1t_2t.csv. |
Com as premissas B, faltam — do eleitorado válido trocando de Flávio para Lula para zerar o spread: — votos, — do pool de 7,81 pp. Em termos de pool útil (—, excluídos os que se abstêm ou anulam), Lula precisa de — dele para empatar; a premissa B dá a Lula —.
data/lula/segunda_opcao_2t.csv. Os tamanhos de subgrupo marcados "~" são estimativas a partir da margem de erro informada pelo instituto.O que a Ótica A diria. (i) Caiado e Zema declararam apoio a Flávio em 05 e 06/10, depois das medições; o endosso é "upside não modelado" para Flávio. (ii) O resíduo do incumbente tem n = 2 e nos dois casos a terceira via era de centro ou de esquerda (Marina, Tebet, Ciro), não de direita como Cury, Renan e Caiado. (iii) O ajuste de seleção assume que quem saiu era "segunda opção Flávio"; parte pode ter sido erro de medição da terceira via. A Ótica B responde: por isso o prêmio é proporcional ao pool e limitado a 3 pp, ρ é 0,75 e não 1, e as três sensibilidades estão desenhadas. O leitor escolhe o ponto da curva.
A: pesquisas + viés de 2T + deriva. B: transferência com seleção e prêmio do incumbente. C: estrutural de governadores. D: classe de referência (viradas). Pesos 30 / 30 / 20 / 20. A linha amarela é a distribuição da Ótica A, para comparação.

modelos_lula.py. Última geração: —.Modelo A. Consenso das pesquisas de hoje (—, — pesquisas, mesmos efeitos de casa da Ótica A) menos o viés de 2º turno (— ± —) mais a deriva. P(Lula) = —.
Modelo B. Transferência da seção 03. P(Lula) = —.
Modelo C. Regressão de governadores. P(Lula) = —.
Modelo D. Logística de viradas avaliada em 2,03 pp. P(Lula) = —.
Combinado. — de probabilidade de Lula. Margem esperada —, intervalo de 90% entre — e —.
"Não votaria de jeito nenhum" em cada instituto, Lula e Flávio, de setembro a outubro. Rejeição média nas últimas medições: Lula —, Flávio —. A regra empírica "o mais rejeitado perde" não decide 2026: decide quem converte o eleitor que rejeita os dois.

Entra com rejeicao_serie.csv. |
O que a série diz. Nos três institutos presenciais com medição de véspera, Flávio é igual (Datafolha 45 x 45) ou mais rejeitado que Lula (Quaest 54 x 56; CNT/MDA 47,6 x 51,7); nos telefônicos e online o quadro é misto (PoderData 47 x 46, BTG/Nexus 48 x 51, Atlas 51,6 x 50,6, Futura 46,9 x 43,1). De setembro para outubro a rejeição de Lula caiu em cinco das sete casas; a de Flávio subiu em três e caiu em três. E o potencial de voto ("votaria com certeza ou poderia votar") de Lula supera o de Flávio em todas as catorze rodadas do BTG/Nexus (49–52 contra 45–48), no PoderData da véspera (49 x 47) e no Real Time (49 x 47): Flávio nunca passou de 48 de potencial.
O preditor histórico. Nos três 2ºs turnos presidenciais com rejeição de véspera localizada (2014, 2018, 2022), o mais rejeitado perdeu: Aécio 41 x Dilma 38, Haddad 52 x Bolsonaro 45, Bolsonaro 50 x Lula 46. Em 2018 o ranking inverteu durante o 2º turno (Bolsonaro era o mais rejeitado em setembro; Haddad terminou mais rejeitado). Começar empatado, como em 2026, não tem precedente nos casos encontrados: a razão histórica entre margem de vitória e diferença de rejeição é de cerca de 1 para 1, o que projeta, com a diferença atual de ±1 ponto, uma margem entre −1,2 e +0,9 pp. Cara ou coroa, de novo.
Leitura da Ótica B. Flávio chega com a rejeição de Jair Bolsonaro já embutida (o sobrenome, o 8 de janeiro, a condenação de setembro de 2025), partiu de 60% na Quaest de dezembro de 2025 e desceu a 54–56. Lula tem rejeição alta e estável há três anos; a de Flávio ainda está sendo formada, e o 2º turno é o momento em que a campanha adversária a forma. Negatividade é assimétrica (Soroka, 2014; Lau, 1982): a informação negativa nova pesa mais que a velha.
O que a Ótica A diria. Lula chega ao 2º turno com rejeição de incumbente (45–55) muito acima de FHC em 1998 (21), de Lula em 2006 (30) e de Dilma em 2014 (32), e no nível de Bolsonaro em 2022 (50–53), que perdeu. E Flávio converteu melhor a própria base "única" no 1º turno (93% contra 85%, estimativa da frente 3). A Ótica B concorda com o que importa: em 2026 a rejeição está empatada, logo não prevê nada; é a mobilização que decide. Fonte de cada número: data/lula/rejeicao_serie.csv.
| Sem recortes publicados até a última atualização. |
Lewis-Beck e Stegmaier (2000): eleitor julga o governo pela economia recente. Campello e Zucco (2016): na América Latina, presidente com commodities em alta e juros baixos lá fora se reelege. Hunter e Power (2007) e Zucco (2008, 2013): o Bolsa Família move voto, principalmente no Nordeste e em municípios pequenos.

Entra com economia_2026.csv. |
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A taxa de reeleição. Presidentes incumbentes que disputaram a reeleição na América Latina desde 1990 venceram — de — vezes (—). No Brasil, 3 de 4 (FHC 1998, Lula 2006, Dilma 2014; Bolsonaro 2022 foi a exceção, por 1,8 pp). A classe de referência "incumbente" é a terceira perna da Ótica B, ao lado da classe "virada" e da classe "2º turno de dois nomes".
O que a Ótica A diria. Aprovação abaixo de 50% é o pior preditor possível para um incumbente: a logística ao lado mostra onde Lula está. E a isenção do IR é de janeiro: o eleitor já a tinha precificado em 04/10, quando deu 45,16% a Lula. A Ótica B responde: o que importa no 2º turno não é o nível, é a mobilização do beneficiário, que é o tema da seção 07.
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Aritmética do TSE: eleitorado, abstenção e divisão de válidos por região no 1º turno de 2026. Os votantes extras são divididos como os válidos da região. Depois, o precedente: como cada UF se moveu do 1º para o 2º turno em 2022.

modelos_lula.py (função geografia): votantes extras = eleitorado × Δabstenção × 95,2% válidos, divididos como os válidos da região.O precedente de 2022. O gráfico acima é a resposta empírica à pergunta "o incumbente cresce no 2º turno?". Em 2022 o incumbente era Bolsonaro, e o spread andou para ele em quase todas as UFs. A Ótica B lê isso como efeito de máquina e de comparecimento, não como efeito Bolsonaro; a Ótica A lê como efeito Bolsonaro. Os dois leem o mesmo gráfico.
Os 2ºs turnos estaduais. Onde há 2º turno para governador, o palanque local mobiliza. A tabela ao lado lista cada disputa com o alinhamento dos dois candidatos e quem ganha com a mobilização extra.
Transporte e mobilização. A Resolução TSE 23.751/2026 exige transporte coletivo gratuito e em frequência de dia útil também no 2º turno. Em 2022 o 2º turno teve abstenção menor que o 1º (20,59% contra 20,95%), o único caso da série; a tabela de abstenção histórica está abaixo.
Entra com segundo_turno_governador_2026.csv. |
Cada risco com data, evidência e, quando houver, o que as pesquisas mediram. Depois, os atributos ("preparado", "honesto", "defende os pobres") e os recortes em que Flávio perde ou empata.

Ciência comportamental aplicada. Aversão à perda (Kahneman e Tversky, 1979) e viés do status quo (Samuelson e Zeckhauser, 1988): quando os dois candidatos são rejeitados por metade do país, o eleitor mediano prefere o risco conhecido ao desconhecido. Medo mobiliza mais que entusiasmo (Brader, 2005). Debates movem pouco a intenção de voto, mas movem atributos (Benoit, Hansen e Verser, 2003), e atributos movem rejeição.
O que a Ótica A diria. Tudo isso já estava no 1º turno, e Flávio venceu com a rejeição de Bolsonaro embutida. O eleitor que rejeita os dois já escolheu: votou em Cury, Renan e Caiado, e a segunda opção dele é Flávio. A Ótica B responde com a seção 03: esse eleitor é justamente o que resistiu ao voto útil nas últimas 48 horas.
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— declarações datadas, com fonte. A Ótica A dedica uma seção à esquerda que "deixou de ser entendida pelo povo"; esta seção registra o que a campanha está fazendo para ser entendida nas três semanas que restam.

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O playbook de 2022, invertido. Em 2022 o desafiante Lula cresceu 2,47 pp no 2º turno e o incumbente Bolsonaro, 5,90. O que o incumbente fez naquele mês (benefício pago antes do 2º turno, agenda em estados-chave, mobilização de prefeitos) é o que o incumbente de 2026 pode fazer agora, com a diferença de que o Nordeste, onde está a reserva de comparecimento de Lula, é também onde a abstenção é maior.
Horário eleitoral paritário. De 09 a 23/10, 10 minutos por dia em bloco e 12,5 minutos em inserções para cada chapa. A vantagem de coligação que Flávio teve no 1º turno desaparece. Para um candidato que precisa formar rejeição no adversário, tempo igual é o ativo mais importante da campanha.
O que a Ótica A diria. Lula chegou ao 2º turno sem nenhum endosso de candidato derrotado; Flávio recebeu Caiado, Zema, PP, União, Republicanos e a bancada ruralista. Endosso não transfere voto automaticamente (seção 03 da Ótica A mostra isso), mas transfere máquina municipal, e 2º turno é máquina.
Polymarket, Kalshi e as notas de Eurasia, XP, BTG, Itaú, JPMorgan e Goldman. A Ótica A usa o mercado como sinal; a Ótica B lembra que o mercado dava 84% a Flávio para um 1º turno que ele venceu por 1,87 pp, e que mercado de previsão precifica o cenário mais provável, não a distribuição.

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Contraparte equilibrada da seção sobre um governo Flávio na Ótica A: o vice, o plano de governo registrado no TSE, o histórico de votações do governo Lula 3 no Congresso, a LDO e o PLOA 2027, a idade e a sucessão.

Governabilidade. Presidencialismo de coalizão (Abranches, 1988; Figueiredo e Limongi, 1999): o presidente brasileiro governa com a agenda e com o orçamento, não com a bancada do próprio partido. O Senado de 2027 tem 49 de 81 à direita pela régua individual e a Câmara tem o PL como maior bancada desde 1999. Um governo Lula 4 nasce em minoria e precisa comprar maioria com emendas, ministérios e pautas: a tabela de votações do Lula 3 mostra o preço e o que ele comprou.
LDO 2027 e o problema de 2027. A LDO ainda não foi votada; o arcabouço (LC 200/2023) limita o crescimento da despesa a 2,5% reais e 91,7% da despesa é obrigatória. A isenção do IR custa receita permanente. A Ótica A chama isso de "primeiro teste antes dos cem dias" para Flávio; vale igual para Lula, com um agravante: a oposição controla as duas mesas.
Idade e sucessão. Lula completa 81 anos em 27 de outubro de 2026, dois dias depois do 2º turno. O vice, a saúde e a sucessão (Haddad, Alckmin, Boulos, Tebet) são variáveis de governo, não de eleição, mas o eleitor as precifica: o atributo "preparado" na seção 08 é onde isso aparece.
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— referências com DOI verificado. Sustentam: —. Condicionam: —. Contradizem: —. A mesma literatura da Ótica A, rotulada do outro lado.
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Escrito por um crítico de completude que leu as onze frentes de pesquisa e as duas óticas. Para cada premissa: o valor que a evidência sustenta, o que seria esticar e a evidência futura (pesquisa, debate, declaração) que decide.

Entra com placar_premissas.json. |
O que é. Um teste de estresse da Ótica A, publicado com o mesmo rigor: onze frentes de pesquisa com URL em cada número, dois verificadores adversariais por frente, um consolidador aplicando as correções nos arquivos, um crítico de completude, e um motor em Python (modelos_lula.py) que importa as funções da Ótica A e troca apenas as premissas. O que não é: não é pesquisa eleitoral, não é propaganda, e o autor não tem vínculo com campanha. A probabilidade de Lula aqui é a saída de um conjunto de premissas declaradas, não a opinião do autor sobre quem vence.
As seis premissas, em uma linha cada. (1) Viés: só 2ºs turnos, pesos iguais. (2) Segunda opção: a leitura publicada mais favorável a Lula por eleitorado, campo a partir de 29/09. (3) Seleção: ρ = 0,75 dos que saíram do pool eram "segunda opção Flávio". (4) Prêmio do incumbente: resíduo médio de 2014 e 2022, proporcional ao pool, teto 3 pp. (5) Estrutural: governadores em vez de presidenciais. (6) Pesos: 30/30/20/20 com a classe de referência de viradas.
Limites. A base de viradas mistura eleições de governador de contextos muito diferentes; o resíduo do incumbente tem n = 2; a seleção do pool é uma inferência aritmética, não uma medição; nenhuma pesquisa de 2º turno pós-04/10 existia até 07/10. Cada um desses limites tem uma curva de sensibilidade na página, e cada curva cruza 50% em algum ponto. Onde ela cruza é o que separa as duas óticas.
A tese de setembro acertou a direção do 1º turno. O jeito mais honesto de testá-la para o 2º é construir, com o mesmo rigor, o melhor argumento contrário e medir quanto ele vale. É isso que a Ótica B faz. Se Lula vencer em 25 de outubro, esta página terá dito por quê antes; se Flávio vencer, a Ótica A terá dito. Nos dois casos, o código fica.
